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Dália Negra – O Crime Mais Brutal da História

Dália Negra foi como ficou conhecido o terrível crime que veio à tona em 15 de janeiro de 1947. No dia em questão, os policiais Frank Perkins e Will Fritzgerald responderam em minutos depois de receber uma ligação de uma mulher que alegou ter feito uma descoberta horrível em um terreno baldio em Los Angeles.

Os policiais imediatamente pediram ajuda depois de descobrir o corpo nu de uma mulher, que havia sido cortado ao meio. Eles notaram que não havia sangue no corpo ou na área em que ela havia ficado, indicando claramente que ela havia sido assassinada em outro lugar.

Depois de passar por uma lista de centenas de suspeitos, muitos relatos falsos e testemunhas, e várias confissões falsas, a polícia se esforçou para avançar no caso do assassinato.
Este caso horrível viria a ser conhecido como Dália Negra e entraria para a história como um dos casos mais famosos e perversos de todos os tempos.

bela Dália Negra
A Vítima

A Jovem Elizabeth Short, futura Dália Negra

Conhecida como “Dália Negra”, Elizabeth Short era incrivelmente bonita, com uma maneira misteriosa e sensual. Ela tinha cabelos negros, pele branca e surpreendentes olhos azuis claros. As características da “boneca de porcelana” deixaram uma impressão na alma de qualquer homem que a conhecesse.


Sua cor favorita era preta: vestidos pretos apertados, jeans pretos, a mais íntima roupa preta, até mesmo meias pretas. Por isso, seu apelido “A Dália Negra”.

Dália Negra na praia
Elizabeth na praia, provavelmente com sua irmã

Seus pais se separaram quando ela tinha apenas seis anos de idade. Por isso, seu pai se mudou, deixando sua mãe para cuidar de quatro crianças pequenas no auge da Grande Depressão.


Ansiosa por ganhar a vida, Elizabeth foi para Miami com apenas dezessete anos e conseguiu um emprego como garçonete em um café perto de uma base aérea. Foi ali que ela conheceu e se apaixonou profundamente por um jovem soldado.

Amor e Tristeza

Ela recusou todos os outros pretendentes quando seu então amor foi para a guerra, contando os dias até seu retorno. Ela sempre sustentou que estava se salvando para o casamento e pretendia manter essa promessa.

Um dia, entretanto, ela recebeu a notícia de que seu amor havia morrido no campo de batalha. Elizabeth, por fim, nunca se recuperou completamente do ocorrido.

Eventualmente, ela começou a beber muito, e para aliviar a dor, ela foi para a cama com muitos homens. Sua fama se espalhou rapidamente e assim, não demorou muito para que ela fosse presa e colocada em um trem de volta para sua cidade natal (muita controvérsia a respeito desta informação, muito espalhada pela imprensa, já que o caso ganhou fama rápido na época).

Entretanto, Elizabeth não desejava voltar para casa. Em vez disso, ela desceu do trem e conheceu outro membro do exército, na qual ela rapidamente se apaixonou e mais uma vez, ela esperou a sua volta da guerra e a promessa de casamento que se seguiria.

O destino a atacou novamente (quanto azar) e logo soube da morte de seu novo pretendente. Totalmente arrasada, ela empacotou seus poucos pertences e deixou a cidade mais uma vez, assim, pela última vez.

Dália Negra quando jovem
Elizabeth mais jovem

Destino Final: Hollywood

Desta vez, ela se dirigiu para Hollywood, Califórnia, na esperança de fazer fama. Ela esperava encontrar um produtor ou diretor que pudesse promover sua carreira de atriz.

A última vez que foi vista, foi no saguão do Hotel Biltmore, onde ela foi se encontrar com sua irmã. E é aí que a trilha também termina para as autoridades. Em algum lugar, ela se encontrou com a pessoa que iria matá-la.
Sua trilha estava tão completamente coberta que a polícia procurou extensivamente por suas roupas, em ralos e esgotos por quilômetros ao redor da cena do crime, mas nunca encontrou um traço dela.

Morte da Dália Negra
Uma vida perdida

Detalhes do Assassinato

Quando achado, o corpo estava deitado de costas com os braços levantados sobre os ombros, as pernas afastadas em uma imitação obscena de sedução.
Um pedaço de carne fora retirado de sua perna e enchia seus genitais, o cabelo estava recém-lavado e ainda molhado.


Além disso, seu corpo estava coberto de cortes e escoriações e sua boca fora cortada de modo que seu sorriso se estendia de orelha a orelha. Havia marcas de corda em torno de seus pulsos, tornozelos e pescoço e os investigadores determinaram que ela havia sido amarrada e torturada por vários dias.
Para piorar ainda mais, ela tinha sido cortada em dois, logo acima da cintura.

representação dalia negra
Representação do antes e depois da face da Dália Negra

No momento em que os detetives chegaram ao local, ele estava fervilhando de espectadores e repórteres. Sabendo que a evidência estava sendo destruída, eles limparam a área enquanto o corpo foi levado para o necrotério. Suas impressões digitais foram enviadas ao FBI para identificação.

Exame do Corpo da Dália Negra

O médico legista começou a examinar o corpo da mulher. Embora a causa da morte tenha sido listada como “hemorragia e choque devido à concussão do cérebro e lacerações do rosto”, uma variedade incrível e horripilante de feridas no corpo da jovem foi descoberta.

Uma autópsia mostrou várias lacerações na cabeça e no rosto, além do corpo decepado. Em grande parte da sua pele nua, havia queimaduras. Também parecia que a vítima havia sido sodomizada e seus órgãos sexuais abusados, mas não penetrados.

Nenhuma evidência de esperma foi encontrada no corpo e parecia que a maioria das lesões foram infligidas antes da morte, provavelmente enquanto ela estava suspensa, de cabeça para baixo.

Em suma, acreditava-se que ela ainda podia estar viva quando seu assassino começou a incisão para cortá-la ao meio. Os legistas também notaram que o conteúdo do estômago dela continha fezes humanas. O médico e os detetives ficaram chocados com a condição do cadáver da mulher.

Os policiais ficaram surpresos quando receberam a notícia, poucas horas depois, de que a vítima desse crime havia sido identificada como a jovem Elizabeth Short, de 22 anos.

Jornal sobre Dalia Negra
Boletim do departamento de polícia de Los Angeles

Provável Culpado

Entre teorias da época, o possível assassino seria um homem chamado Leslie Dillion. Ele teria sido contratado por um homem muito influente de Hollywood na época, Mark Hansen, para cometer o crime por ele.

Segundo mais teorias, os ferimentos e a forma de como Elizabet foi morta, indicaram:

  • Uma prática de necrofilia;
  • Fetichismo por facas;
  • Ser uma pessoa sádica e sedenta por luxúria;
  • Ter conhecimentos médicos e experiência com manuseio de corpos.
Leslie Dillion
Leslie Dillion, um dos suspeitos

Por sinal, Leslie Dillion teria uma vez trabalhado em um necrotério (e assim ter adquirido conhecimentos usados no crime). Apesar dessas supostas provas, Dillon não foi oficialmente indiciado pelo crime.

Umas das circunstâncias seriam os casos de corrupção que assombravam a polícia de Los Angeles na época. Dillon teria alegado que se fosse preso, iria revelar onde muitos dos corpos assassinados pelo crime organizado (e talvez, pela própria polícia) estavam. Por isso, acabou sendo liberado.

Indignação do Caso Dália Negra

O assassinato de Elizabeth Short intrigou e revoltou a cidade de Los Angeles por mais de meio século. Poucos assassinatos não resolvidos chamaram a atenção do público como este. O modo como ela foi morta horrorizou a nação.


Até hoje, seu horrível e violento assassinato continua sem solução e se destaca como uma das mais famosas investigações de homicídios da história norte-americana.

 Foto da cena do crime
Foto da cena do crime

Sem sombra de dúvidas, esse caso segue sendo um mistério até hoje nos EUA. Já no país vizinho, Canadá, o crime que ficou conhecido como Sam do Tanque Séptico, envolveu o mesmo nível de mistério e brutalidade.

Fontes:

Wikipedia

Historic Mysteries

Literatura Policial

Sobre Matheus Henrique

Técnico em consertos e manutenção de máquinas do tempo, caçador de criaturas mitológicas, cover de Sherlock Holmes e falador de bobagens nas horas vagas

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