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Gás Mostarda – O Terror da Primeira Guerra Mundial

Durante a Primeira Guerra Mundial, um novo estilo de luta conhecido como guerra de trincheiras surgiu. Os soldados posicionavem-se estratégicamente em “buracos” cavados no terreno e calculavam minuciosamente seus movimentos. Muitas vezes, permaneciam em suas posições devido ao perigo do exército inimigo estar posicionado esperando que os soldados se mostrassem. Com isso, raramente os soldados se aventuravam entre duas trincheiras rivais, por medo de serem abatidos. Logo, a maioria das batalhas sempre acabavam em um impasse.

Consequentemente , agentes químicos, como o gás mostarda, tornaram-se uma maneira comum de romper esse impasse nas batalhas.

O gás mostarda ou iperita, é um composto químico representado pela fórmula química C4H8Cl2S. Em estado puro, não tem cor e nem cheiro. Já em estado impuro, possui uma cor amarelada e um cheiro que lembra o de mostarda. A arma química feriu e matou milhares de soldados durante a guerra. Devido a sua versatilidade, serviu como a arma mais desejável durante a Primeira Guerra Mundial, sendo usada por ambos os lados da guerra.

Gás mostarda na primeira guerra mundial
Trincheira na primeira guerra mundial

Poder de Destruição na Primeira Guerra Mundial

A primeira tentativa de uso foi da Alemanha e ocorreu em 1915, na batalha de Ypres, na Bélgica. O gás eliminou grandes seções de soldados das linhas de frente, que uma vez expostos, fugiram. Mas ao fim, o experimento gasoso matou em torno de 5000 soldados. O gás queimava as gargantas de suas vítimas e causava uma morte por asfixia, exatamente como a fumaça durante incêndios.

Uma gota desta arma química podia causar queimaduras na pele em pessoas facilmente. Tais queimaduras provocadas pela exposição ao gás podiam ser tão graves como as de terceiro grau, causando a morte em alguns dias. Em relação aos pulmões, eventualmente o gás levava até mesmo a um edema pulmonar.

Os alemães usaram o gás mostarda pela primeira para valer em 1917. Granadas de artilharia equipadas com gás eram disparadas nas proximidades do alvo inimigo para surtir um efeito mais rápido. No final da guerra, algo em torno de 1 milhão de soldados e civis foram afetados, matando 100 mil pessoas. Pelo seu poder, assim conquistou o título de “arma de destruição em massa”.

O terror dos soldados da primeira guerra mundial
Vítimas do gás mostarda na primeira guerra mundial

Quase Imperceptível

Em tempos de uso, os soldados expostos a esta arma encontraram dificuldade em detectar um ataque. Porém, sempre notavam seu cheiro estranho. O curioso era que, mesmo sob doses pesadas do gás, seus narizes se adaptavam ao cheiro rapidamente, dando a impressão de que o gás havia se dissipado.

Você já notou que não consegue sentir o cheiro de algo, seja bom ou ruim, depois de estar “farejando” por alguns minutos? Pois é, o mesmo princípio se aplicava durante um ataque com a arma, tornando-a muito mais cruel e imperceptível. Assim, um dos aspectos mais perigosos do gás mostarda é um dos seus atributos mais desejáveis ​​como arma, a sua impercepção.

Sabemos que o gás é difícil de detectar, a menos que você esteja sob um ataque direto e visual, e é ainda mais difícil notá-lo em áreas contaminadas onde o gás se instalou anteriormente. Portanto, isso representou um problema enorme para os soldados que caminhavam por uma área exposta que sofreram um ataque, digamos, dois dias antes. O agente químico fica no chão por semanas, dependendo da temperatura, quanto mais frio o chão, mais tempo o gás mostarda contamina.

Na época em que os alemães começaram a usar o produto químico, as máscaras de gás se mostraram inúteis, pois o gás mostarda podia penetrar facilmente nos filtros, sufocando o soldado. E não só isso, trajes químicos ainda não tinham sido testados e utilizados, dessa maneira, o gás tinha todo o corpo para atacar.

Máscaras de gás mostarda
Máscaras de gás mostarda

O gás mostarda causou o terror por onde passou na primeira guerra mundial. Um efeito semelhante aconteceu com o assustador anjo da morte durante a segunda guerra mundial.

Fontes:

HowStuffWorks

Osabicao

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